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Ainda há poucos dias ouvi uma frase que já fazia algum tempo não ouvia. Uma amiga dizia que era temente a Deus.
Esse negócio de temer a Deus nunca me soou bem. Com todo o respeito aos tementes, claro. É apenas uma questão do uso de um vocábulo, nada mais. Cada um teme o que quer, à sua maneira.
Vi então que, no dicionário, a palavra temer está associada tanto ao medo quanto ao respeito excessivo. Fiquei, então, perguntando-me quais são meus temores. Percebi que o respeito, quando gerado por uma imposição de força, está mesmo ligado ao medo.
Bem, para ilustrar isso, fiz uma sequenciazinha de criaturas ilustradas, presentes em nosso dia-a-dia, que me provocam medo ou respeito: TEMOR!
O pitbul: Meu temor urbano número 1.
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Os médicos, esses semi-deuses, talvez me inspirem a mesma espécie de temor que Deus inspira em minha amiga: o da manipulação da vida e da morte.
A frieza do olhar superior de um médico pode congelar o coração mais fervoroso.
Para dar um exemplo disso, conto aqui um caso que aconteceu comigo:
Um dia desses, sentindo uma forte dor no dedão do pé, resolvi, contra todas as minhas crenças, dar um pulo em um ortopedista. Afinal de contas, para que eu pago um convênio médico, além de meus impostos?
Fui recebido friamente, como era esperado, por um douto senhor de branco.
_O que você tem? Ele perguntou.
Acuado pela imagem da sabedoria, resolvi não fazer feio. Não poderia dizer que estava com uma dor no dedão do pé. Não poderia chamar o dedão de dedão. Pegava mal! Assim, lamentavelmente, em um momento de descuido eu respondi:
_ Tenho uma dor no polegar do pé.
O médico me congelou com seu olhar de superioridade e disse:
_Então temos um problema realmente muito sério: um polegar no pé. É o primeiro caso que vejo em vinte anos de profissão.
Minha cara quase caiu!
_Como devo chamar o dedão, então? Perguntei.
_Halux, disse o semi-deus.
_Então temos um problema maior do que eu imaginava: Tenho um halux no pé e nunca soube! Eu respondi.
O médico nem sorriu. Me disse para trocar de sapato e passar bem.
O motorista de caminhão. Que motorista não teme?
O motoboy: quem mora em São Paulo sabe do que estou falando.
A freira: Não sei exatamente como nomear a sensação que me causam as freiras. Mas acho que a sensação pode ser chamada temor.
A polícia é um caso de temor de infância. O que difere o polícia do “homem do saco“, aquele que pega as criancinhas, é o fato de o policial ser um personagem do pesadelo infantil que existe na vida real.
Ah, os políticos! Esses eu fiz questão de deixar por últimos. Provocam em nós, os cidadãos comuns, os “instintos mais animais“. Às vezes provocam tais instintos neles mesmos!






























agosto 14th, 2008 a 21:31
De todos estes os que mais me dão medo são o caminhoneiro e o motoboy, porém não é o mesmo temor que vc sente. O meu temor é de faze-los perceber que o monstro que existe em mim é muito mais cruel.rsrsrsrs
agosto 14th, 2008 a 21:58
Acredite se puder, mas esses dias a polícia me mandou encostar mais pro motoboy poder andar pelo corredor!!!!
Não é proibido??????????
Não sei de quem devo ter mais medo!!!
agosto 17th, 2008 a 11:16
Andei colecionando alguns medos nesses anos todos.
Descobri que tinha medo de elevador.
Estava no prédio do Conjunto Desportivo da Água Branca,onde tinha que entregar uma inscrição dos jogos do meu time de basquetebol.
(sou profº de Ed. Física,ninguém é perfeito!)
Entrei sozinho no elevador e acionei o 3º andar,a porta fechou,o elevador sacudiu na saída.Demorou demais pra chegar.
Deduzí que pelo tempo da viagem eu deveria estar no 10º andar.
Me deu um pânico.Depois de apertar todos os botões de controle e de chamada de resgate,desesperadamente,resolví heróicamente(tem acento?),abrir as portas com as próprias mãos pra salvar minha vida.
O elevador nem tinha saído do chão.Estava com defeito.
Ainda bem que ninguem viu!!!
agosto 23rd, 2008 a 21:03
Hahaha
agosto 24th, 2008 a 11:31
HAHAHAHAHA
Amei a ilustração do motorista de caminhão!!!
Compartilho de alguns de seus temores, tio. Do Pitbull, por exemplo… Meu vizinho tem um e, toda vez que passou pelo portão dele, o cão começa a latir e a fazer barulho. E eu fico imaginando minha luta épica com esse ser demoníaco… Meu pai diz que se um cachorro atacar a gente, é pra puxar a língua dele até o bicho se ‘afogar’. Acredite, eu passo a nossa briga passo a passo toda vez que escuto seus latidos… HAHAHAHA
Não tenho temor de médicos, tenho desprezo. Eles sobem em seu pedestal e se dão ao trabalho de cuidar de nós, simples mortais. Fodam-se todos eles. Quando eu machuquei meu joelho, nenhum médico fez o favor de ser gentil dizendo que eu poderia melhorar ou coisa assim. Todos me assombraram a uma cirurgia e pinos. Nem ligam pra sua dor. Tenho nojinho deles. Eles se julgam a raça ariana das profissões.
E eu acho as freiras simpáticas, sei lá. Vontade de apertar todas, nhooooooum.
Muito genial tudo isso que você escreveu!
bjbj
agosto 25th, 2008 a 16:02
Marcão
Gostei!
Porém, acho que faltam mais desenhos, ilustrações, caricaturas ( as pessoas, inclusive eu, gostam muito de imagens ).
Quero lembra-lo também, que a história do Sr. Bardi é mais ou menos esta que vc contou. Faltou dizer, que só falamos com ele, porque vc levou uma caricatura dele e o comentário foi que:
” Este menino já é o melhor caricaturista do Brasil…” e também chamou um assessor para que você fizesse uma exposição mo MASP…
( lembra??? )
Abraços
Edson Guilherme
outubro 12th, 2009 a 20:58
Oi, Marcos!
Adorei seu texto e suas ilustrações; são geniais. Procurando na Internet achei a figura do pitbull que era perfeita para ilustrar um post no meu blog. Tomei a liberdade de colocá-la lá, mas dei os créditos e fiz um link para seu blog. Espero que você não se cheateie. Se você preferir, eu retiro de lá, mas é que ficou tão bem casado…
No mais, parabéns e virei fã! Vou recomendar!
Abraços,
outubro 17th, 2009 a 9:07
Oi Lígia, obrigado por me notificar o uso da imagem. Grande abraço!