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Meu amigo Jackson Martins, dono do blog “Viver Paris” http://viverparis.blogspot.com/ , postou lá uma foto muito bonita. Achei que ela, a foto, inspiraria um texto. Daí que eu resolvi me arriscar e escrever e desenhar uma visão pessoal da foto.
A foto do Jack vai postada na sequencia. Vejam que beleza de retrato!
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“_ Hein? Deixa de bobagem moleque!” – dizia o pai curtido pelo sal da razão, para o filho ainda sonhador – “O ferro fundido não pensa, assim como não pensam o vidro ou a madeira, nem o concreto armado ou o bronze. Numa cidade, quem pensa, vive e fala são as pessoas!”
Mas o menino podia ouvir assustado o sopro gelado das vozes das ruas. Vozes sobrenaturais: as palavras dos prédios e das portas de ferro, dos carros e das quitandas.
Será que o pai não percebia que se fôssemos extrair de uma cidade aquilo que dizem não ter vida, que não pensa ou fala, e desaparecêssemos com os edifícios, com a arte e os monumentos, a cidade perderia seu sentido e sua voz?
Pense numa cidade como Paris sem seus monumentos, sua arte, seus prédios, metrôs, escadas, postes, edifícios, bancos, toldos e vitrines. Sem o Louvre, a torre Eifell, as pontes sobre o Sena…
Imagine apenas pessoas caminhando em todas as direções, sem as vozes dos monumentos. Não seria Paris! Há uma voz na cidade que não é humana. Uma voz que se ouve de outro jeito, mas que está lá. Definitivamente, os prédios pensam! As pontes, falam! As vitrines, convidam os transeuntes! As esculturas, cochicham.
De repente, pai e filho pararam na praça de Trocadéro. O pai apreciava o Céu da tarde e, com olhos racionais, observava as trilhas de fumaça dos aviões cruzando uma melancólica escultura . O menino, sonhando acordado, ouvia o sussuro das escuturas de bronze pedindo novidades para os pombos.
Um pombo solitário voou até o caminho dos aviões e pescou notícias de outras cidades, de outras gentes, de outros monumentos.

escultura e pomba solitária

notícias!

























