set 24

Quando postei uma homenagem a Mary Travers e ao grupo Peter, Paul and Mary, me lembrei de uma porção de músicas que fizeram sucesso com eles. Lógico que falo principalmente da 500 miles. Essa tocou muito! Até demais!

Mas acabei colocando o link da “San Francisco Bay Blues” por causa de Jesse Fuller que inclusive é citado no vídeo do Peter, Paul and Mary.

Vai aí o link para a música original, com um vídeo do Fuller!

Jesse Fuller - One Man Band

Jesse Fuller – One Man Band

Jesse Fuller - San Francisco Bay Blues - 1968

Jesse Fuller – San Francisco Bay Blues – 1968

set 23

Com a morte de  Mary Travers, morre a minha mais antiga memória de infância. Eu me lembro do grupo Peter, Paul and Mary lá do fim dos anos sessenta. Levando-se em conta que nasci em 1967, minhas baladas de então eram regadas a mamadeira!

Publico uma caricatura do grupo em homenagem ao anjo louro que cantava tão lindamente entre o Paul e o Peter. Um anjo do tempo em que a ingenuidade, apesar das loucuras daquela época, ainda tinha espaço para desfilar por aí.

Peter, Paul and Mary

Peter, Paul and Mary

Peter, Paul and Mary - San Francisco Bay Blues

Peter, Paul and Mary – San Francisco Bay Blues

set 17
J.S.Bach

J.S.Bach

Um amigo professor leu meu post que tratava da possibilidade, e eu digo até compromisso, da escola com o acesso dos alunos a uma ampliação cultural. Não permitir que as crianças limitem-se a ouvir e ver aquilo que a produção cultural contemporânea apresenta de forma imediata.

Ele me falou que tem utilizado os rítmos e manifestações artísticas que as crianças gostam como ferramenta para aproximação. Trocando em miúdos, a escola passou a usar, como moeda de troca, os elementos do cotidiano das crianças para “acessá-las”. Algo como “Buana dá um espelhinho, Juquinha presta atenção na aula”.

Eu acho, mesmo não sendo educador profissional, que a criança merece mais que isso. Tudo bem que a escola se aproxime dos alunos utilizando seus “raps”, “hips”, “hops”, “pagodes”, “axés”, “brazilian coutries”, “grafites” e o escambau a quatro, mas eu insisto que a criança tem o direito, mesmo que não goste, de conhecer outras coisas. Mesmo que seja preciso buscar um Bach “sampliado”, com jeitão de música de “mano” periférico, como no exemplo abaixo, para facilitar a apresentação do negócio (ver o segundo link).

Por que não um Ataulfo Alves? Por que não Um Nelson Cavaquinho, um Vivaldi, um Renoir, um Leonardo da Vinci, um Beethoven, Carl Orff, Heitor Villa Lobos, para preencher a vida da meninada?

O pessoal do  Ônibus Biblioteca deixou isso claro, na palestra que assisti. O povo gosta dos clássicos. Mas, muitas vezes, não sabe disso!

Como diz o Gilberto Gil, num momento inspirado: ” O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”.

Concerto de Branderburg

Concerto de Branderburg

Bach Sampling

Bach Sampling

set 15

Começou ontem o IlustraBrasil!6. Uma beleza! Com a presença de ilustradores que utilizam múltiplas técnicas e que publicam nos mais variados meios de comunicação. 

Agora que o evento começou, aproveito para publicar aqui minha ilustração que estará exposta até o final do evento, além de convidar mais uma vez para que todos interassados em ilustração visitem a exposição, palestras e oficinas.

A programação completa vocês encontram em:

www.ilustrabrasil.com.br

www.sp.senac.br

www.sib.org.br

 

Diário Íntimo de Uma Porca

Diário Íntimo de Uma Porca

set 14

ônibus_01

Estive no sábado passado, dia 12 de setembro no evento “Primavera dos Livros”, promovido e organizado pela LIBRE, Liga Brasileira das Editoras.

Fui ver como anda a produção de livros infantis e juvenis. Muita coisa boa impressa! Mas, o que mais me motivou e impressionou, foi a palestra “ O que a População da Periferia Lê?”, apresentada pelo grupo que organiza e carrega o projeto do ônibus biblioteca, da prefeitura de São Paulo, nas costas. Empolgante!

Esse projeto é responsável pelo acesso da população de baixíssima renda da periferia paulistana aos livros. Eles emprestam uma quantidade mensal de livros muito maior que a das bibliotecas públicas municipais. O povo mais carente da periferia quase não entra nas bibliotecas. Medo? Sentimento de inferioridade? Falta de estímulo? Não se pode dizer ao certo o motivo pelo qual os prédios municipais afastam a população. Com o ônibus, segundo os palestrantes, ocorre o oposto. O povão chega com vontade e participa entusiasmado.

E o que, afinal, lê a população da periferia?

Segundo os palestrantes, muita poesia!

Mas nem tudo são flores. Há a questão da violência em alguns pontos por onde o ônibus passa. Isso assusta, algumas vezes, mas não impede que o ônibus siga sua rota. Sua missão.

Há também alguns governantes que não fazem esforço para dar continuidade ao projeto, que teve seu início a partir de uma idéia de Mário de Andrade. Como se vê, o conceito não é novo. Se, desde aquele tempo, lá no início do século passado, os políticos tivessem abraçado essa e tantas outras idéias, a periferia paulistana certamente não teria chegado ao estado caótico a que chegou.

Mas, não adianta chorar o tal do leite derramado. As crianças da periferia estão lá. Elas podem reverter parte desse quadro.

Torçamos para que a prefeitura de São Paulo valorize esse projeto. E que os próximos prefeitos o faça seguir sempre adiante cada vez maior e melhor.

set 8

 

Giuseppe Verdi

Giuseppe Verdi

Dias atrás eu estava caminhando por uma pista de cooper que existe em torno de um lago aqui de Atibaia. Em frente do lago há uma bela escola estadual. Um prédio bonito, imponente, que daria orgulho a qualquer aluno.
Lembrei-me de meus tempos de estudante, do antigo ginásio!
Também estudei em uma escola estadual, na década de setenta.
Me recordo de um professor de Educação Artística, o Satoshi Yoshida, que fazia questão de nos mostrar um pouco daquilo que a maioria dos professores, nos dias de hoje, têm medo de apresentar a seus alunos: música clássica.
Evidente que há uma possibilidade de espancamento quando se pretende falar de algo além de funk carioca com os alunos das escolas estaduais nos dias que correm.
Bem, Satoshi nos reunia em um grande círculo, nos contava um pouco da história de um autor, das circunstâncias de sua obra e nos punha a ouvir a obra propriamente dita. Nunca vou me esquecer do mestre Satoshi!
Passando pela escola da beira do lago, vi uma meninada correndo apressada para apanhar seus ônibus. Então me perguntei se a escola estará permitindo que essas crianças tenham acesso a tudo aquilo que elas odeiam, mas que, querendo ou não, é um direito delas. Acesso a tantas obras de valor que o ser humano criou no passado. Algo maior que seu “hips”, seus “hops”, seus “raps”.

Uma das obras que Satoshi nos apresentou e que, na época me marcou muito, foi “Va Pensiero” da opera “Nabuco”, de Giuseppe Verdi.
Segue um link abaixo do youtube, além de uma caricatura do Verdi.

 

Va Pensiero - Nabuco

Va Pensiero – Nabuco

set 1

Vai começar o IB!6, para a alegria dos amantes da ilustração.

Eu estarei lá, expondo e apreciando o trabalho de meus talentosos colegas.

O site do evento: http://www.ilustrabrasil.com.br

Vai ser o Diabo!

Vai ser o Diabo!