
J.S.Bach
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Um amigo professor leu meu post que tratava da possibilidade, e eu digo até compromisso, da escola com o acesso dos alunos a uma ampliação cultural. Não permitir que as crianças limitem-se a ouvir e ver aquilo que a produção cultural contemporânea apresenta de forma imediata.
Ele me falou que tem utilizado os rítmos e manifestações artísticas que as crianças gostam como ferramenta para aproximação. Trocando em miúdos, a escola passou a usar, como moeda de troca, os elementos do cotidiano das crianças para “acessá-las”. Algo como “Buana dá um espelhinho, Juquinha presta atenção na aula”.
Eu acho, mesmo não sendo educador profissional, que a criança merece mais que isso. Tudo bem que a escola se aproxime dos alunos utilizando seus “raps”, “hips”, “hops”, “pagodes”, “axés”, “brazilian coutries”, “grafites” e o escambau a quatro, mas eu insisto que a criança tem o direito, mesmo que não goste, de conhecer outras coisas. Mesmo que seja preciso buscar um Bach “sampliado”, com jeitão de música de “mano” periférico, como no exemplo abaixo, para facilitar a apresentação do negócio (ver o segundo link).
Por que não um Ataulfo Alves? Por que não Um Nelson Cavaquinho, um Vivaldi, um Renoir, um Leonardo da Vinci, um Beethoven, Carl Orff, Heitor Villa Lobos, para preencher a vida da meninada?
O pessoal do Ônibus Biblioteca deixou isso claro, na palestra que assisti. O povo gosta dos clássicos. Mas, muitas vezes, não sabe disso!
Como diz o Gilberto Gil, num momento inspirado: ” O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”.

Concerto de Branderburg

Bach Sampling