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Dias atrás eu estava caminhando por uma pista de cooper que existe em torno de um lago aqui de Atibaia. Em frente do lago há uma bela escola estadual. Um prédio bonito, imponente, que daria orgulho a qualquer aluno.
Lembrei-me de meus tempos de estudante, do antigo ginásio!
Também estudei em uma escola estadual, na década de setenta.
Me recordo de um professor de Educação Artística, o Satoshi Yoshida, que fazia questão de nos mostrar um pouco daquilo que a maioria dos professores, nos dias de hoje, têm medo de apresentar a seus alunos: música clássica.
Evidente que há uma possibilidade de espancamento quando se pretende falar de algo além de funk carioca com os alunos das escolas estaduais nos dias que correm.
Bem, Satoshi nos reunia em um grande círculo, nos contava um pouco da história de um autor, das circunstâncias de sua obra e nos punha a ouvir a obra propriamente dita. Nunca vou me esquecer do mestre Satoshi!
Passando pela escola da beira do lago, vi uma meninada correndo apressada para apanhar seus ônibus. Então me perguntei se a escola estará permitindo que essas crianças tenham acesso a tudo aquilo que elas odeiam, mas que, querendo ou não, é um direito delas. Acesso a tantas obras de valor que o ser humano criou no passado. Algo maior que seu “hips”, seus “hops”, seus “raps”.
Uma das obras que Satoshi nos apresentou e que, na época me marcou muito, foi “Va Pensiero” da opera “Nabuco”, de Giuseppe Verdi.
Segue um link abaixo do youtube, além de uma caricatura do Verdi.
























