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Um amigo professor leu meu post que tratava da possibilidade, e eu digo até compromisso, da escola com o acesso dos alunos a uma ampliação cultural. Não permitir que as crianças limitem-se a ouvir e ver aquilo que a produção cultural contemporânea apresenta de forma imediata.
Ele me falou que tem utilizado os rítmos e manifestações artísticas que as crianças gostam como ferramenta para aproximação. Trocando em miúdos, a escola passou a usar, como moeda de troca, os elementos do cotidiano das crianças para “acessá-las”. Algo como “Buana dá um espelhinho, Juquinha presta atenção na aula”.
Eu acho, mesmo não sendo educador profissional, que a criança merece mais que isso. Tudo bem que a escola se aproxime dos alunos utilizando seus “raps”, “hips”, “hops”, “pagodes”, “axés”, “brazilian coutries”, “grafites” e o escambau a quatro, mas eu insisto que a criança tem o direito, mesmo que não goste, de conhecer outras coisas. Mesmo que seja preciso buscar um Bach “sampliado”, com jeitão de música de “mano” periférico, como no exemplo abaixo, para facilitar a apresentação do negócio (ver o segundo link).
Por que não um Ataulfo Alves? Por que não Um Nelson Cavaquinho, um Vivaldi, um Renoir, um Leonardo da Vinci, um Beethoven, Carl Orff, Heitor Villa Lobos, para preencher a vida da meninada?
O pessoal do Ônibus Biblioteca deixou isso claro, na palestra que assisti. O povo gosta dos clássicos. Mas, muitas vezes, não sabe disso!
Como diz o Gilberto Gil, num momento inspirado: ” O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”.


























setembro 21st, 2009 a 22:39
Marcos, concordo plenamente quando vc fala sobre a necessidade de “Não permitir que as crianças limitem-se a ouvir e ver aquilo que a produção cultural contemporânea apresenta de forma imediata”. Sou professora da rede estadual do RJ e sempre que possível procuro oferecer aos meus alunos a possibilidade de transcender o cotidiano. É um desafio, porém, extremamente necessário!…
Por fim, como uma apaixonada por Literatura e por ilustrações não poderia deixar de parabenizá-lo pelo site!
Um abraço!
setembro 22nd, 2009 a 8:56
Obrigado Josiléa, e boa sorte para você e para seus alunos!
outubro 5th, 2009 a 15:42
OI tio Marcos! Saudade de voce e do povo dai. Estou na terra do nosso grande mestre Bach, numa cidade do interior da Alemanha chamada Kassel, inclusive o teclado e alemäo entäo os acentos säo impossiveis. Gosto muito de ler seu blog e de mostra-lo para as pessoas pois sinto a distancia menor, de certo modo sinto como que se voce contasse a minha historia, pelo menos parte dela, a historia da nossa familia, e que e claro continua sempre a crescer, espero tambem escrever bonitos capitulos sobre el; o tempo dira.
Aqui trabalho muito, vi uma ou duas coisas desde de que sai, fui ao Louvre, ao Museo Van Gogh, a um concerto com a Filarmonica de Berlim.
Tenho mais duas semanas de turne e volto pra casa.
Espero ve-lo em breve.
Abracäo!!!
outubro 6th, 2009 a 9:55
Grande Alexandre! Obrigado pelo seu comentário carinhoso. Quando eu escrevo ou ilustro para o meu blog, entre um trabalho e outro, penso mesmo no valor que isso possa ter para vocês, para meus amigos, para quem gosta da gente. Isso é o mais importante, o resto é lorota! A gente se vê em breve. Sucesso procê!!!!!!