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Essa música da Sharon Jones é demais. Há uma grande semelhança no sax que vem cortando no fundo com o que toca na música “You Know I’m No Good”, da Amy Winehouse. Acho até que os “Dap-Kings” é que tocam na música da Amy Winehouse também. Não me canso de ouvir!
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O tempo passa rápido diante dos olhos, e a gente nem se dá conta disso. Ficamos distraídos, sendo arrastados pelas circunstâncias e, quando nos damos conta, eis que o danado passou.
Me lembro da primeira vez que visitei Atibaia, quando nem pensava em morar aqui e, de repente, estou morando nela há dezoito anos. Dezoito anos! Meus filhos já nasceram por aqui.
Quem diria? Ajudei a “fabricar” dois atibainos, ou atibaienses (nunca sei muito bem qual o certo).
A cidade mudou muito nesse tempo que passou. Ruas cresceram e vestiram-se de asfalto; uma leva de paulistanos, como eu, vieram morar na cidade, e trouxeram uma parte dos congestionamentos da cidade grande junto consigo. Já temos até congestionamentos! Um luxo!
Bem, o negócio é apreciar as figurinhas novas que chegam todos os dias na cidade. Cada figurinha carimbada sentada aos volantes de seus bólidos!
Resolvi brincar um pouco com esses motoristas novos que chegam na cidade e com os anttigos também. Olha lá:
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Um amigo professor leu meu post que tratava da possibilidade, e eu digo até compromisso, da escola com o acesso dos alunos a uma ampliação cultural. Não permitir que as crianças limitem-se a ouvir e ver aquilo que a produção cultural contemporânea apresenta de forma imediata.
Ele me falou que tem utilizado os rítmos e manifestações artísticas que as crianças gostam como ferramenta para aproximação. Trocando em miúdos, a escola passou a usar, como moeda de troca, os elementos do cotidiano das crianças para “acessá-las”. Algo como “Buana dá um espelhinho, Juquinha presta atenção na aula”.
Eu acho, mesmo não sendo educador profissional, que a criança merece mais que isso. Tudo bem que a escola se aproxime dos alunos utilizando seus “raps”, “hips”, “hops”, “pagodes”, “axés”, “brazilian coutries”, “grafites” e o escambau a quatro, mas eu insisto que a criança tem o direito, mesmo que não goste, de conhecer outras coisas. Mesmo que seja preciso buscar um Bach “sampliado”, com jeitão de música de “mano” periférico, como no exemplo abaixo, para facilitar a apresentação do negócio (ver o segundo link).
Por que não um Ataulfo Alves? Por que não Um Nelson Cavaquinho, um Vivaldi, um Renoir, um Leonardo da Vinci, um Beethoven, Carl Orff, Heitor Villa Lobos, para preencher a vida da meninada?
O pessoal do Ônibus Biblioteca deixou isso claro, na palestra que assisti. O povo gosta dos clássicos. Mas, muitas vezes, não sabe disso!
Como diz o Gilberto Gil, num momento inspirado: ” O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”.
Começou ontem o IlustraBrasil!6. Uma beleza! Com a presença de ilustradores que utilizam múltiplas técnicas e que publicam nos mais variados meios de comunicação.
Agora que o evento começou, aproveito para publicar aqui minha ilustração que estará exposta até o final do evento, além de convidar mais uma vez para que todos interassados em ilustração visitem a exposição, palestras e oficinas.
A programação completa vocês encontram em:
www.ilustrabrasil.com.br
www.sp.senac.br
www.sib.org.br
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Pois é, amigos!
O primeiro semestre de 2009 está quase chegando ao fim. Falta muito pouco!
Um semestre cheio de questionamentos, mudanças mundiais, uma pedra no rim direito e muito, mas muito trabalho mesmo. Algo em torno de 580 ilustrações!
Andei apreciando as ilustrações que fiz de um tempo para cá e resolvi que convém dar uma publicada em parte do trabalho feito aqui no estúdio. Farei isso no decorrer das próximas semanas.
Está certo que isso foge à minha intenção inicial de publicar textos meus acompanhados de ilustrações exclusivamente feitas para os tais textos, mas acho que posso quebrar essa proposta.
Bem, como as ilustrações foram feitas primeiro, tomei o caminho inverso e fiz um sonetinho para “ilustrá-las”, e umas quadrinhas intercalando. Esse caminho inverso é interessante, pois geralmente as imagens é que são criadas para ilustrar os textos. O fato é que resolvi adotar o soneto, que é um texto poético, artístico e altamente ilustrativo, para abrir esse meu balanço de ilustrações.
Em tempo de “Rap” o soneto anda meio fora de moda, me parece. Isso talvez imprima a meu blog um traço meio “demodê”, mas eu gosto dos sonetos. Sonetos e ilustrações casam-se perfeitamente, em minha opinião.
Vai lá:
Soneto do Balanço Semestral
Caros internautas, queridos navegantes,
Estava mais que na hora de um balanço
Largar o remunerado por alguns intantes
Ceder ao “blogue” esse meu tempo de descanso
Aproveito o dia frio, calmo e manso
E no meu Mac trabalho recolhendo
Nessa caixa virtual a que me lanço
tanta imagem que até eu me surpreendo
Nem tanto pela qualidade, sou modesto,
Mas pelo volume tão imenso
De imagens, em exiguo tempo ilustradas
As figuras recolhidas deixo aqui e agora registradas.
Foram feitas sob um prazo apertado e tenso
Mas me deram o prazer das cores, das formas e todo o resto
Traço e cores chapadas:
Crianças principiando
Cor e volume em camadas:
Uma obra de Graciliano
Chega em casa o menino:
Tênis prum lado, tapete subindo
Girando, piando, rodopiando
Vento veloz, tornado zunindo!
Com sarda, com pinta ou cabelo cacheado
sorrindo, chorando, brigando, se exibindo
garota magrela ou guri atrapalhado
Toda menina é bela, todo moleque é lindo!