
A pantera
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Todos falaram muito da morte de Michael Jackson, mas se eu ameacei algum choro de verdade nessas últimas 24 horas, foi pela morte de Farah Fawcett. A loira do sorriso largo do seriado “As Panteras”, como se sabe.
Uma beleza exagerada que quase doía.
Quando molecote, na já longínqua década de setenta, eu a via no seriado e, apesar da pouca idade, já sentia aquele comichão masculino. Eu hein, sô!
Hoje, apreciando as fotos da atriz racionalmente, com a cabeça adestrada por novos conceitos estéticos, percebo em Farah muito daquela beleza branca idealizada. Uma beleza meio exagerada, meio falsa.
Todavia, a primeira loira a gente nunca esquece!
O incrível é que Michael Jackson ainda tinha a tal beleza loira extravagante como ideal de beleza a ser perseguido. O menino estava, dia após dia, mais e mais parecido com a Farah Fawcett. Mais uma década e os dois teriam as mesmas feições.
Deus me perdoe, mas esse mundo tá torto mesmo!