dez 2

Velho Noel

Velho Noel

Ele de novo. Colorido, dessa vez!

Ele de novo. Colorido, dessa vez!

jun 26
A Pantera: Sorriso aberto no rosto, pistola fumegante na mão.

A pantera

Todos falaram muito da morte de Michael Jackson, mas se eu ameacei algum choro de verdade nessas últimas 24 horas, foi pela morte de Farah Fawcett. A loira do sorriso largo do seriado “As Panteras”, como se sabe.

Uma beleza exagerada que quase doía.

Quando molecote, na já longínqua década de setenta, eu a via no seriado e, apesar da pouca idade, já sentia aquele comichão masculino. Eu hein, sô!

Hoje, apreciando as fotos da atriz racionalmente, com a cabeça adestrada por novos conceitos estéticos, percebo em Farah muito daquela beleza branca idealizada. Uma beleza meio exagerada, meio falsa.

Todavia, a primeira loira a gente nunca esquece!

O incrível é que Michael Jackson ainda tinha a tal beleza loira extravagante como ideal de beleza a ser perseguido. O menino estava, dia após dia, mais e mais parecido com a Farah Fawcett. Mais uma década e os dois teriam as mesmas feições.

Deus me perdoe, mas esse mundo tá torto mesmo!

 

 

 

jun 17

Barreira

Você é um conhecedor do futebol? Um profundo conhecedor?

 Eu não era! Então, resolvi fazer uma pesquisa de dois minutos na internet pra conhecer os nomes das posições dos jogadores em campo. Com base nessa vasta pesquisa, e com a intenção de memorizar tais nomes, fiz esse poeminha:

Preparou, Olhou, Chutou e… Hein?

Tiro de meta. Sem pressa o goleiro,

Mansamente, lança a bola ao zagueiro

Que, no capricho, mata a gorda no peito

Procurando no olhar o lateral direito

Passa-lhe a bola em um chute possante

Que, fazendo firula, a conduz ao volante

Recolhe, dribla, cai no chão e se rala,

Mas antes, ligeiro, a entrega a um ala.

Passando por todos, como numa lista,

A redonda chega ao meio-campista.

Toda a hierarquia tem o seu valor

Respeitemos, portanto, o meio-armador

Que além da fronteira que delimita a defesa,

Ao meia-atacante fará uma surpresa,

Quebrando a regra que tornou-se constante,

Chutará direto, ao famoso atacante.

Que está fora de forma, mas nunca se cansa,

Marcado por muitos, busca o ponta-de-lança.

Que cruza a bola, com tacada elegante,

Mirando a cabeça do guri centro-avante

A pressão da torcida não colabora,

Fazendo o garoto mandá-la pra fora

A multidão revoltada, no calor da disputa,

Grita, esbraveja, em corriqueira conduta:

Tira do campo esse filho da puta!

 

soccer_05

saiote

saiote

ago 12

Que fique bem claro: não tenho a menor pretensão de ser criativo ou engraçado nesse blog. Nem de falar a verdade.
Considere que a segunda afirmação elimina a primeira, e a primeira imprime a segunda algum traço de sarcasmo irônico.
Portanto, se você chegou até aqui, já sabe o que vem pela frente: uma exposição de uma visão despretensiosa, pessoal, e comum de fatos que me rodeiam. Sem a presunção de ter respostas e certezas, nem a intenção de fazer qualquer esforço para uma atitude criativa e humorística.
Escrevo neste blog pelo simples fato de não querer bater minhas botas antes de expressar alguma opinião. Ainda que minha opinião não tenha, a rigor, a menor importância. Aliás, como a maioria das opiniões nesses dias de muita informação e pouca sabedoria que correm.
Apresentarei livremente aqui as mesmas opiniões que já expressei de forma clara a meus amigos mais íntimos: meu cachorro Pipoca e um cacto que toma sol, indiferente, em meu jardim, a quem chamarei Hélio.
O cachorro, meu ingênuo Pipoca, parece gostar de minhas opiniões. O cacto, talvez por sua natureza cética e indiferente, não diz nada. Portanto, até o presente momento, quem não gostou de minhas opiniões reveladas, calou-se. Isso me levou a crer que devia esparramar meus pontos de vista por aí. Devo admitir que desejo alguma reação clara, honesta e veemente das pessoas que lerem os textos que pretendo escrever (com a permissão da deusa da preguiça).
Pretendo expor algumas ilustrações minhas. Umas charges, caricaturas, entre outras, para que minha opinião não seja exposta assim, a seco, apenas por palavras. Talvez algumas fotos, quem sabe?! Até mesmo alguns vídeos. Por que não?
Isso tudo com o propósito de tornar mais agradável a visualização de minha árdua tarefa.

o cachorro eo cacto, meus confidentes

o cachorro e o cacto, meus confidentes

ago 11

Ainda há poucos dias ouvi uma frase que já fazia algum tempo não ouvia. Uma amiga dizia que era temente a Deus.
Esse negócio de temer a Deus nunca me soou bem. Com todo o respeito aos tementes, claro. É apenas uma questão do uso de um vocábulo, nada mais. Cada um teme o que quer, à sua maneira.
Vi então que, no dicionário, a palavra temer está associada tanto ao medo quanto ao respeito excessivo. Fiquei, então, perguntando-me quais são meus temores. Percebi que o respeito, quando gerado por uma imposição de força, está mesmo ligado ao medo.
Bem, para ilustrar isso, fiz uma sequenciazinha de criaturas ilustradas, presentes em nosso dia-a-dia, que me provocam medo ou respeito: TEMOR!

pitbull artefiguras

pitbull

O pitbul: Meu temor urbano número 1.

médico artefiguras

médico

Os médicos, esses semi-deuses, talvez me inspirem a mesma espécie de temor que Deus inspira em minha amiga: o da manipulação da vida e da morte.
A frieza do olhar superior de um médico pode congelar o coração mais fervoroso.
Para dar um exemplo disso, conto aqui um caso que aconteceu comigo:
Um dia desses, sentindo uma forte dor no dedão do pé, resolvi, contra todas as minhas crenças, dar um pulo em um ortopedista. Afinal de contas, para que eu pago um convênio médico, além de meus impostos?
Fui recebido friamente, como era esperado, por um douto senhor de branco.
_O que você tem? Ele perguntou.
Acuado pela imagem da sabedoria, resolvi não fazer feio. Não poderia dizer que estava com uma dor no dedão do pé. Não poderia chamar o dedão de dedão. Pegava mal! Assim, lamentavelmente, em um momento de descuido eu respondi:
_ Tenho uma dor no polegar do pé.
O médico me congelou com seu olhar de superioridade e disse:
_Então temos um problema realmente muito sério: um polegar no pé. É o primeiro caso que vejo em vinte anos de profissão.
Minha cara quase caiu!
_Como devo chamar o dedão, então? Perguntei.
_Halux, disse o semi-deus.
_Então temos um problema maior do que eu imaginava: Tenho um halux no pé e nunca soube! Eu respondi.
O médico nem sorriu. Me disse para trocar de sapato e passar bem.

Motorista de caminhão artefiguras

Motorista de caminhão

O motorista de caminhão. Que motorista não teme?

motoboy artefiguras

motoboy

O motoboy: quem mora em São Paulo sabe do que estou falando.

freira artefiguras

freira

A freira: Não sei exatamente como nomear a sensação que me causam as freiras. Mas acho que a sensação pode ser chamada temor.

Polícia artefiguras

Polícia

A polícia é um caso de temor de infância. O que difere o polícia do “homem do saco“, aquele que pega as criancinhas, é o fato de o policial ser um personagem do pesadelo infantil que existe na vida real.

político artefiguras

político

Ah, os políticos! Esses eu fiz questão de deixar por últimos. Provocam em nós, os cidadãos comuns, os “instintos mais animais“. Às vezes provocam tais instintos neles mesmos!