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Como a crise do sistema financeiro teve seu início nos EUA e me afeta, quer eu queira, quer não, resolvi conceder-me o direito de meter o bedelho no processo eleitoral daquele país. É certo que não influenciarei em nada o resultado. Afinal, nem votar lá, eu voto! Mas opinar é gratuito, saudável e necessário, não é mesmo?
Eu escolho Barack Obama para presidente.
Por quê?
A começar pelo fato de ele ser fisicamente diferente. Um presidente americano negro! Quem diria?
Quebrar a monotonia, fazer as águas moverem-se e as pedras rolarem.
É evidente que esse tipo de posicionamento pode nos fazer cometer sérios equívocos. Veja o caso do Lula: eu votei no petista em seu primeiro mandato. O metalúrgico, barbudo, nordestino, com seu dedo mínimo “transparente”, era uma escolha inevitável para alguém que, como eu, prefere correr o risco de votar em criaturas exóticas. Um risco imenso!
Por esse motivo, a diferença física do presidente americano padrão, por sí só, não basta. O Obama parece um sujeito equilibrado, inteligente. Estarei enganado?
Eu só vou acreditar que o Barack será realmente eleito quando o fato estiver consumado: após seu discurso de posse! Até lá, é bom que ele ande equipado com um belo colete à prova de balas, de preconceitos e de denúncias duvidosas.
Da mesma forma, só terei a certeza de que o torneiro mecânico que eu ajudei a eleger em seu primeiro mandato não se candidatará a um terceiro quando começar a campanha para a eleição presidencial de 2010, e outro candidato tiver sido escolhido pelo PT.
Do jeito que as coisas andam, com o Lula recebendo um apoio tão intenso da populacão e elogiando os imperadores e faraós com seus poderes absolutos mundo a fora, para o constrangimento de seu ministro das relações exteriores, fica difícil crer que ele vá abrir mão do poder. Estarei enganado?
























