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Eu me lembro, e não é por puro saudosismo, que há alguns anos atrás tínhamos como definição de olimpíadas algo ligado ao esporte amador. Tudo era uma questão de amor pela coisa: o importante era estar lá competindo. É evidente que não era uma definição realista, era idealização.
Digo isso por que, dia desses, meu filho me perguntou como é que funcionava esse negócio de olimpíada. Quem, afinal, podia participar de uma? Eu comecei a responder e dei-me conta de que meu conhecimento a respeito estava defasado.
Quem pode participar de uma olimpíada? É negócio para amador, ainda? Não, não é. O Ronaldinho gaúcho está lá, e de amador ele não tem nada. É uma questão de idade? Também não deve ser! Tem uma nadadora brasileira que já não é mais tão nova, ainda que esteja bem enxuta.
Enfim, não soube responder!
Tudo o que sei é que o tal do esporte amador nas Olimpíadas é assunto polêmico e antigo.
O fato é que vivemos um período de grande competitividade em todas as áreas, principalmente nos esportes. A exigência de entrar para ganhar requer, evidentemente, um alto grau de profissionalismo. Patrocínios milionários, roupas, tênis e acessórios com altíssimas tecnologias.
Essa competitividade toda fica evidenciada, para mim, na figura do Michael Phelps. Não sei como um sujeito consegue suportar a pressão de ser o atleta mais observado e exigido dessas olimpíadas, em Pequim. A expectativa das oito medalhas que ele deve ganhar afogaria qualquer atleta menos preparado.
Com toda essa pressão, o ideal olímpico de valorizar a participação honesta de um atleta vai por água abaixo. Torna-se até ingênuo.























